quinta-feira, 30 de junho de 2016

Uma questão

A minha ideia inicial de criar um blog existiu pela minha falta de habilidade em discutir questões com meus amigos na vida real quando eu tinha uns 16 anos. Cresci e descobri que além da vida real, também não tenho muito talento (nem garra) para discutir questões na internet. Não me acho qualificada o suficiente pra dizer que sei 100% do que estou falando e não sei se isso é uma falha de caráter, se só faz parte do aprendizado que é crescer mesmo ou se estou fazendo um big deal sobre algo que na verdade é mais simples do que aparenta.

Vejo minhas amigas que participam de revistas online (pólen e valkírias) no meio desse mundo que é a internet e fico impressionada com a assertividade delas. Também sinto uma pontinha de tristeza porque eu queria estar ali, mas sei que não estou escrevendo tão bem quanto gostaria, nem SOBRE o que eu gostaria, o que chega a ser insano porque esse blog não segue as ordens de ninguém além de mim. Quer dizer, eu tinha outros direcionamentos para o conteúdo desse blog. Queria falar sobre cultura, sobre música, sobre cinema, sobre merdas que acontecem na minha vida (e coisas ótimas também), sobre minhas viagens, sobre alguns momentos, sobre moda, sobre fotografia, enfim sobre tudo, mas me sinto meio atada porque dei um tom de diário para esse blog e na minha cabeça não dá para desenvolver mais as coisas porque sou afobada demais para buscar as referências que me deixariam mais orgulhosa do meu texto. Dá para entender o que se passa na minha cabeça? Estou dando nó em pingo d’água, né?

A questão é que eu queria muito mesmo transformar esse espaço em algo com outras possibilidades além do diarinho (resenhas, fotos, etc) pra me ajudar como uma pessoa que gosta de escrever a me explorar mais nesse campo sem que quem me acompanha ache muito estranha a mudança. Apesar de não ter gostado dessa coisa de enviar e-mail, gosto da ideia de linkar coisas e gosto de manter o que escrevo às minhas vistas. Na verdade, eu gosto do formato que as newsletters são escritas. Essa coisa de avisar o que assistiu, ouviu e leu me deixa bem animada porque é um meio muito divertido e leve de trazer informação. Cansei de ouvir discos pela primeira vez e amar com as indicações ou de clicar nos 1289372193 links que aparecem nessas news. Talvez seja uma questão de mudar as tags e deixar as coisas mais delineadas. O que acham? Ajudem a miga. 

(Voltar pra tinyletter não é uma opção agora)

3 comentários:

  1. Sou super suspeita para falar alguma coisa, mas eu amo seu blog exatamente pelo formato "diário" que ele tem. Confesso que não acompanho revistas virtuais e acho chatinho esses blogs gerais, que versam apenas sobre cinema, TV, e eu não consigo me sentir conectada com a autora, sabe?
    Eu estou chateadíssima com essa onda de newsletter e um monte de gente abandonando os blogs para ficar só no email. Tanto que eu demorei um tempão para assinar algumas, na esperança que essa moda ia passar logo e todo mundo ia voltar ao querido blogger old school, que sempre deu certo e serve exatamente para a mesma coisa. Pena que parece estar demorando e, pior, incentivando mais gente a ficar sem escrever. Porque newsletter, né. Não dá aquela dor no coração de ver aquele layout todo arrumadinho, com textos antigos te encarando e pedindo para ser atualizado.
    Espero que passe uma hora :~

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  2. Este comentário foi removido pelo autor.

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  3. Oi, Larie miga. Eu acho que o blog é seu e só cabe a você dar um tom pra ele. Eu faço parte do Valkirias, mas boa parte do tempo eu fico perdida e pensando que que eu tô fazendo aqui, porque acho que não consigo segurar a marimba.
    Meu blog, quando eu fiz ele, tinha as mesmas aspirações, e virou um punhado bagunçado de um pouco de tudo -- realmente, tem de tudo. E isso me irrita, porque acabo não escrevendo tanto quanto quero, e sinto que nem consigo mais escrever como antes escrevia -- e olha que nunca fui uma escritora de prato cheio. Então sei lá, te apoio total? Vamos voltar a blogar? <3
    Beijo!

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