domingo, 1 de março de 2015

Um post meio confuso

Então, né, mudei a cara do blog de novo. Sei que isso não é muito agradável para os olhos de vocês que acompanham aqui, mas sabe quando você veste umas quinze roupas e parece que nenhuma delas te agrada direito? Ando assim. Esse blog tem feito eu me sentir estranha na maioria das vezes. A roupa dele não tá cabendo em mim e ando com uma preguiça imensa de elaborar um look melhor (vide procurar pngs e fazer um título com letras mais interessantes que as oferecidas pelo blogger). Por isso, por enquanto vai ficar esse. Escolhi vermelho e preto e amarelo porque me lembra a Alemanha são cores neutras, combinam muito bem e não tem como dar errado, né, gente? 

Essa foi minha primeira semana completa de volta pra minha casa e finalmente aquele sentimento de estranheza e grito no vácuo mandou um tchauzinho. Passei os primeiros dias me sentindo estranha no ninho, com medo da vida que ia se repetir todo santo dia, me afastando da minha mãe (??????) que todo dia vinha me dar beijinho na testa antes de dormir. Não entendi muito bem o que foi isso, mas não foi bom. Foi horrível, inclusive, o momento que achei que escolhi tudo errado e que tinha que ter ficado lá na Alemanha mesmo. Mas passou. E com isso aceitei que, no fim das contas, foi bom ter voltado pra esse calorzinho e pro meu aconchego.

Não mudei muito depois que voltei pra casa e minha mãe até chegou a perguntar se eu ia voltar a ficar presa no meu mundinho de livros, computador e violão e eu só ri porque a coisa meio que faz sentido. Aracaju é uma capital pacata de se morar. Não existe uma grande variedade de coisas pra se fazer nessa cidade e, quando tem, é algo referente a shows de forró (não é minha praia) e comida (amo porém $$$), então o que me resta é ficar na monotonia de sempre criando metas e planos como "virar morena da praia" que não sei se vou conseguir atingir nem em dez anos. Cheguei num nível de gastar horas me divertindo montando meus horários da faculdade e fazendo planos de fazer iniciação científica em um material novo. Cês acham isso triste? 

No fundo, eu não acho. Sempre me dei bem com o meu mundinho e me adaptando a como eu deveria viver. Talvez eu realmente faça as coisas que coloquei no papel, talvez não. A vida tem dessas surpresas, né?  Só sei que eu tô me sentindo bem com essa volta agora e, o melhor, voltei uma pessoa mais amiga e mais aberta a sair de casa. Essa foi a grande diferença dessa viagem: apesar de amar ficar presa na minha bolha, descobri que a vida fora dela tem muito a ofertar. Mesmo que seja uma tarde simples com a amiga fazendo nada. Ou saindo meia hora pra tomar um açaí com alguém diferente. Essa foi a coisa que a Alemanha mais reanimou na minha pessoa: a possibilidade de conhecer pessoas diferentes & interessantes no mundo. E eu vejo aí a graça da vida.  

7 comentários:

  1. ei Larie, tudo bem? Só queria dizer que o post não é confuso at all! Também me senti assim quando voltei de Dublin e olha que lá eu só deixei amigos! Realmente bate uma badzinha quando a gente percebe que saiu de um lugar "novo" com tanta coisa pra fazer e conhecer pra voltar pra velha e conhecida rotina... Mas é essa mesma rotina que fez a gente querer voltar em primeiro lugar né? Nosso quarto, nossa família.. Nossa bolha. Fica tranquila que logo logo passa, e vai até parecer como se você nem tivesse ido viajar. Até hoje não sei se isso é uma coisa boa ou ruim, mas a gente sabe o que passou e as experiências e no final isso que conta!

    Faça o que te faz feliz que uma hora essa estranheza toda passa! (:

    um beijo

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  2. Amiga, apesar de confuso, o teu post faz todo o sentido. É mais que natural você se sentir assim, estranho seria se não tivesse dessa forma. E engraçado que a conclusão do teu texto é mais ou menos o que eu queria te dizer: tudo bem você voltar pra casa e pros antigos hábitos. Você com certeza mudou muito nesse último ano, mas isso não significa que tenha se tornado alguém completamente diferente. Então tudo bem ainda amar livros e violão... Mas tudo bem também querer introduzir elementos novos na sua vida, por mais simplórios que eles sejam. Porque, no final das contas, por menor que seja a mudança ela nunca é tão pequena assim.
    Beijo <3

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  3. Mudanças são sempre esquisitas, né, amiga? Acho que talvez o "voltar" pode ser mais complicado que o ri. Tudo exige um tanto de nós. Acompanhei sua ida, nervosa querendo voltar, no início, e agora, veja, acompanho sua volta, nervosa e querendo voltar. Acho que tudo acontece da forma que deve acontecer e te desejo sorte em mais essa etapa - rumo, principalmente, ao auto-conhecimento!
    Beijos! <3

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  4. Não achei nada confuso. Mudanças em geral são complicadas. Imagino que deve ter sido muito estranho voltar pra casa e ter que lidar com os hábitos da família e todo o contato e etc, porém concordo com Analu: tudo acontece como deve acontecer. As coisas aos poucos vão se acertar e tudo vai ficar bem.
    Beijos! <3

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  5. Larie, nunca tive uma experiência assim, mas entendi muito o seus sentimentos e acho que eles fazem total sentido. Sua vida virou de pernas pro ar e foi muita coisa acontecendo em muito pouco tempo, coisas loucas que não faziam parte da sua vida e que provavelmente você não imaginou que viveria, então, sim, a realidade é mesmo um choque e você precisa se dar esse tempinho pra se acostumar com ela. Dê tempo a você mesma pra se habituar e não tenha medo de renovar o armário se não se identificar mais com o seu ;)
    beijos!

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  6. Se você quer mesmo saber, eu acho que esse post, por mais confuso que pareça, faz todo o sentido do mundo. Eu nunca passei por nada parecido, mas acho que todos esse sentimentos são muito naturais. Você acabou de voltar de um intercâmbio, uma experiência que sem dúvida faz a gente crescer demais, mas isso não significa que a gente precise se tornar outra pessoa. É natural se sentir meio perdida, mas também reconfortante poder se encontrar de novo nos velhos hábitos de sempre. Com o tempo o resto se ajeita e, juro, vai ficar tudo bem.

    te amo <3

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  7. Eu entendo bem esse sentimento. Sou o tipo de pessoa que, de certa forma, sempre se contentou com o próprio mundinho, ficar no meu canto, com meu netflix e meus livrinhos. Isso sempre me bastou e me deixava confortável. Mas não dá pra dizer que nunca houve vontades urgentes de sair e desbravar o mundo, conhecer gente, lugares, fazer coisas interessantes e ter histórias para contar. Comecei a viver isso essa semana, quando me mudei para a capital (Salvador no caso, estou perto daí hahah) e simplesmente me joguei dentro de um ônibus aleatório com uma amiga e fomos nos perder pela cidade. Agora sei que quero continuar experimentando essa sensação de liberdade e aventura - mesmo que para algumas pessoas isso não seja uma aventura at all. Mas para mim foi e acho que isso que importa.

    Beijo! (e adorei o blog)

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