terça-feira, 10 de março de 2015

Everyday is like a battle

Não sou a pessoa mais cheias de esperanças que eu conheço, mas quando acredito que algo pode dar certo, insisto com muita teimosia. Foi assim que mantive relacionamentos ruins e não tão felizes durante muito tempo. Porque acreditava que a pessoa ia mudar ou que as coisas se ajeitariam com o tempo. Nunca ajeitou, pra falar a verdade, but i keep doing this.

Lembram daquele grande amor da vida que contei pra vocês no primeiro post do ano? Que eu tava apaixonada e tal? Então, acabou. E acabou tão rápido quanto começou. E tão bizarro também. A distância desgraça a cabeça das pessoas, minha gente. Assim como ela te deixa com aquela sensação que você não aproveitou direito o momento, ela faz você questionar cada coisa que você não gostava e, bem, caminhar tudo pra um fim. No meu caso, enquanto eu tava numa vibe, o polonês tava na outra. Enquanto eu falava "nossa, se eu soubesse que a gente ia se despedir na quarta e não na sexta, eu teria feito algo tão melhor", ele dizia "não gostei quando você me escondeu dos amigos" e assim as coisas foram desmoronando de um jeito que não era pra ser.

No começo do fim me arrependi de coisas que fiz e atitudes que tomei no calor do momento. Minha cabeça virou de cabeça pra baixo e passei os dois últimos meses completamente estressada por coisas que poderiam me acontecer por causa daquele relacionamento e cá estou eu, relativamente bem na minha casa. Não precisava tanto, Larissa, é o que continuo dizendo. Mas ao olhar as fotos da gente meu coração aperta e dói, sabe? Mesmo sabendo que o cara se mostrou um completo babaca no final das contas, o que a gente viveu foi tão bonito e divertido. Era alguém que ia na minha casa me ver todo final de semana. Alguém que me levou pra casa dos pais (mesmo a mãe tendo encrencado comigo). Alguém que me apresentou a famosa sauna alemã que só tem gente nua. Alguém que me apresentou ao melhor amigo e sua namorada. Alguém que ficou preocupado de eu achar ruim ele tirando foto com uma desconhecida porque ela pediu. Alguém que cuidou de mim quando adoeci. Alguém que me ensinou o valor do chá. Alguém que olhou profundamente nos meus olhos e encheu os olhos de lágrimas porque eu estava perto de ir embora. Alguém que me chamava de sunshine.

Não há, sob hipótese alguma, como esquecer alguém assim só porque o final foi ruim. Cada um que passa na vida da gente ensina um pouco de como um relacionamento deve ou não deve ser e aquilo foi o mais próximo de um relacionamento feliz que eu tive. E embora eu tenha me tornado essa pessoa que se esconde por trás de piadinhas pra não se entregar logo de vez, quero muito um amor assim de novo. Só que melhor, sem um final tão triste. Ou pelo menos tendo consciência de que não vale a pena demorar tanto pra se abrir e sabendo aproveitar melhor o momento. Tentando pegar todos os mínimos detalhes daquela pessoa ali do seu lado. 

Pensei mil vezes antes de escrever esse texto porque não sabia se queria compartilhar algo tão pessoal aqui, mas eu gosto disso, certo? De compartilhar. E hoje eu estava especialmente inspirada pela música The Wrong Direction do Passenger que parece ter se inspirado em como me sinto agora nessa vida. Ouçam. É fofinha e pouco problemática também e amo esse tipo de coisa.

"'Cos I'd love to feel love, but i can't stand the rejection
I hide behind my jokes as a form of protection
I thought i was close, but under further inspection
It seems I've been running, in the wrong direction, oh no"

7 comentários:

  1. Primeiramente: to virada de odio do Blogger porque eu fiz um comentário super me identificando com seu sentimento e ele comeu (e eu trouxa, esqueci de dar ctrl+c ctrl+v)

    Mas Larie, eu sei como é duro. Terminar um relacionamento em "bad terms" é sempre péssimo, eu com meus 15/16 anos também terminei com meu ex que se mostrou um babaca também, mas isso não fez doer menos olhar todas as fotos e relembrar todos os momentos bons. Meu conselho é over-used e clichê, mas funciona: dê tempo! Que o tempo cura tudo! E a distância ainda ajuda, te garanto!

    Depois desse meu namoro eu só tive não-relacionamentos onde eu meio que ficava esperando as migalhas, torcia por beijos bêbados e tratamentos gelados no dia seguinte, hoje eu posso dizer que aprendi muito e to com um carinha legal que tem tudo a ver comigo e que gosta de mim como eu mereço. Força Larie, porque passa eu juro! A parte boa do blog é sempre ter um lugar onde desabafar e pessoas (enxeridas tipo eu) pra tentar ajudar um pouco!

    Se cuida moça!
    AH, e se você quiser um dia agora eu tô aqui https://alessandracsrocha.wordpress.com/ haha

    beijos!

    ResponderExcluir
  2. Ai amiga, acho que já te disse tudo que eu tinha pra te dizer, mas só queria reforçar que: acho que você está certíssima de pensar como diz. O fato é que ele foi um bacaca e tudo acabou de um jeito meio inacreditável mas isso nunca, em hipótese alguma, vai apagar tudo de bom que vocês fizeram. A gente tem mesmo mania de esquecer quando uma pessoa acerta e nunca esquecer quando ela erra e eu acho que não deveria tudo ser mesmo preto ou branco, sabe? De qualquer forma, fica bem. Tô aqui pro que você precisar!
    Beijo <3

    ResponderExcluir
  3. É meio triste quando as coisas não dão certo embora a gente queira (ou nem queira tanto porque percebe que não vai dar certo mesmo). Quando as coisas não dão certo geralmente é triste. Eu, meio cabeça dura, odeio me ver vencida.

    Mas às vezes é bom. É bom pra crescer, pra abrir os olhos. Faz com que tu se conheça melhor, conheça o que quer, o que não quer. Aprende com o quê consegue lidar ou não. E nem sempre admitir que "pois é, não deu" (musiquinha dos Loser Manos) é ruim. Nem que só porque acabou de uma forma ruim, foi ruim num todo. As pessoas geralmente se deixam eclipsar pelo final ruim. É bom ver que tu não fez isso.

    Fica bem. "Live only moves forward". E sou da ideia que se algo não deu certo, é porque não tinha que ser. E alguma coisa, algum dia, dará.

    Beijos!

    ResponderExcluir
  4. Amiga, li esse post no dia que cê postou e fiquei tão tão feliz que você não tem ideia, mas não mimei logo porque ando com uma dor pentelha no braço e às vezes me obrigo a não passar tanto tempo no computador já que no trabalho sou obrigada a passar boa parte do meu dia digitando infinitamente.
    A gente conversou bastante esses dias e eu confesso que andei bastante preocupada com você. Por no fundo eu tinha medo que, no calor do momento, você acabasse se magoando mais do que já tinha se magoado e POR DEUS, não quero te ver mais triste. Mas aí eu chego aqui, leio esse texto e tenho a certeza de que só tenho mesmo amiga incrível. Terminar um relacionamento é terrível e, por mais que ele tenha sido um babaca em certos momentos, acho muito maduro quando você diz que o que vocês viveram foi bonito e divertido, e que não tem como esquecer isso só porque as coisas não terminaram tão bem. Não podia esperar menos de você.

    Tô aqui sempre, sempre, sempre!

    te amo <3

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. E cê ignore minha escrita duvidosa porque eu tô capotando de sono e só notei mil erros depois de postar. Ignore e seja feliz <3

      Excluir
  5. Essa é uma visão incrivelmente madura de ver um término. Te admiro, acho que eu nunca conseguiria. E concordo muito. Mesmo quando as coisas acabam mal, depois de um tempo, querendo ou não só as coisas boas permanecem. Ainda bem.
    Beijos! <3

    ResponderExcluir
  6. Primeiro eu quero dizer como esse foi um dos textos mais sinceros que eu já li e como eu adorei lê-lo. Me identifiquei muito na questão do querer fazer funcionar e se entregar mesmo em relacionamentos que, em alguma momento, venham claramente a não ter mais futuro e talvez seja por isso que eu sempre seja a pessoa que leva pé na bunda :P
    Eu acredito muito nessa ideia de que todo mundo que passa na nossa vida é para nos deixar ou ensinar algo, mesmo que ela não fique. Então admiro muito a forma que você está lidando com tudo, porque eu mesma nunca tive essa maturidade é só fui perceber isso muito tempo depois.
    E eu acho que embora todo mundo passe por términos na vida e cada um encontre sua forma de lidar, alguns sentimentos são unânimes e é bom quando você sabe que não está sozinha no mundo, que não é só com você.


    Um lembrete: tá todo mundo junto nesse barco <3
    Tudo de melhor!

    Beijo!

    ResponderExcluir

Meu estágio, minha vida

Há cerca de dois ou três anos eu costumava escrever bastante sobre os sufocos que passava na universidade. Falava muito sobre minhas dúvid...