terça-feira, 19 de agosto de 2014

Recordação dos 21

Antes de começar esse texto, gostaria de dizer que sempre gostei um pouco de astrologia e que apesar de não reger minha vida como a revista Capricho previa perdi várias horas da minha vida lendo sobre o perfil dos signos. Não sei se as luas e planetas realmente tem efeito sob o comportamento das pessoas, mas uma coisa é certa: as coisas batem. E mesmo que sejam coisas bem generalizadas, você sempre vai achar uma característica própria que é geral nas pessoas de determinado signo. Por exemplo, qual é a primeira coisa que vocês pensam quando digo que sou leonina? Que gosto de ser o centro das atenções, certo? Pois é. Já tentei negar essa característica por achar que isso é ruim, é querer aparecer, etc, mas a verdade é que isso é intrínseco da minha personalidade e, na verdade, não é uma coisa tão ruim. Acabo sendo aquela amiga que gosta de dramatizar a vida e que tenta te fazer rir a qualquer custo e que, no final das contas, acaba sendo o centro das atenções por causa disso.

Tenho plena ciência, porém, de que essa característica pode ser ruim em alguns casos. Às vezes nós, os leoninos, nos acostumamos tanto a ser o centro das atenções que quando a gente não consegue cativar alguém, nos sentimos mal  e isso percorre nossa mente em loop durante muito tempo. Bem, pelo menos é o que acontece comigo, hehe. 

Dito isso tudo, acho que fica meio óbvio que gosto muito de comemorar meu aniversário. Gosto da atenção, do prestígio, das pessoas e dos presentes (é crime gostar de ganhar presente?) e principalmente dessa oportunidade que tenho de colocar conversas em dia e conseguir trazer pra minha casa aqueles amigos que eu não via há muito tempo. Sem falar que amo bolo de aniversário e a hora do parabéns (apesar de que as pessoas não estão mais cantando direito), então a festa pra mim é realmente importante todos os anos.


Domingo passado, 17, foi meu aniversário e resolvi fazer um churrasco aqui em casa. Chamei vários amigos meus e da família e aguardei ansiosamente as pessoas no dia. Poucas delas vieram, entretanto, e confesso que no início fiquei decepcionada com algumas que não vieram porque nem fizeram questão de justificar. Porém, com o passar das horas, pude perceber que mesmo que eu esteja com seis amigos, a festa ainda pode ser grande. Conversei bastante, ri, comi churrasco, bolo de chocolate, fofoquei, recebi muito carinho dos meus pais junto com a chave da minha maioridade e toquei muito violão com meus amigos. Preciso frisar aqui que dois violões, um tamborim e uma meia-lua são o suficiente pra gente tirar um som MUITO bom. 



A verdade é que eu queria ter escrito um texto totalmente diferente desse, mas estou sem tempo e logo mais conto o porquê pra vocês, mas queria deixar aqui registrado que com esse aniversário eu aprendi QUEM realmente é meu amigo (que são os que não puderam vir e me mandaram mensagens lindas e minha #melhormelhor que passou aqui depois de voltar de viagem, no fim da festa, pra me dar um abraço e os que vieram na segunda pra conversar e rir um pouquinho comigo), que eu não preciso de muito pra ser feliz (isso é sério), que tem alguns amigos dos meus pais que me amam como filha, que eu posso montar uma banda com o cara que eu mais tinha raiva na faculdade (hahaha), que tem gente que gosta de me ouvir cantar mesmo, que eu posso virar amiga e trocar ideias musicais com o professor que me reprovou e me fez chorar feito condenada na universidade e que Tolstoi estava certo quando disse que happiness is only real when shared.



Um comentário:

  1. Eu também acho uma delícia fazer aniversário, mas diferente de você, morro de vergonha de parabéns e morro mais ainda de vergonha de convidar as pessoas para uma possível confraternização, módisque acabo desistindo de planejar uma e nunca faço nada. Sempre acho que as pessoas vão ter coisa melhor pra fazer e ficaram ~presas~ por educação ao meu possível evento, HAHAHA.
    Beijos e feliz aniversário mais uma vez!! <3

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