segunda-feira, 7 de julho de 2014

Minha banda favorita

Esse post faz parte da blogagem coletiva do Rotaroots.

Quando estava no auge dos meus quinze anos, lá em 2009, costumava gastar minhas tardes semanais assistindo videoclipes na Vh1 e no Multishow ao invés de estudar para as provas de matemática. Colhi péssimos frutos escolares por causa disso, é verdade, mas na questão cultural, não posso reclamar de nada. Vivia conversando com amigos sobre bandas novas, compartilhando fones de ouvido e montando playlists totalmente aleatórias com minha amiga.Tudo isso foi crucial pra que eu não ficasse bitolada com o vestibular e pudesse ter uma vida social bem agitada e sem muitos arrependimentos, afinal, tudo passa e a música ensina isso também. 

Foi no meio dessa época de primeiros beijos, amizades e rock n' roll que acabei conhecendo uma das bandas que mais amo nessa vida, os The Kooks, e entrei nesse universo lindo e maravilhoso das bandas indie, o qual ainda não consegui sair até hoje.

Soube da existência deles através de um desses quadros de "as vinte melhores" e lembro vagamente de ter anotado o nome da música Matchbox no meu caderninho. Não foi aí que me apaixonei perdidamente por eles, mas a porta foi aberta. Passado um ano, mais ou menos, vi que uma menina aleatória tinha postado no Orkut (??) uma foto com a legenda da música "She moves in her own way" e, por ter gostado muito da letra, resolvi baixar a discografia que, naquela época, só tinha dois cds. A partir daí eu não ouvia, nem queria saber mais de outra coisa. Escutava tanto que resolvi me arriscar a tocar pandeiro meia-lua com o pé enquanto tocava violão. Não deu certo, mas foi engraçado, então valeu à pena.

Como consequência do vício, porém, comecei a enjoar (louca do repeat) e deixei de ouvir os cds com frequência. Passei a explorar outras bandas e deixá-los um pouco de molho, sendo que vez ou outra vou no spotify atrás de uma música deles. Hoje gosto de assistir as suas participações nas rádios e tocando ao vivo em casas de show, etc, porque eu sinto mais, sabe?

olha que lindo eles fazendo cover do Foster the People 

A banda nasceu em Brighton, na Inglaterra, e talvez seja por isso que toda vez que ouço Seaside, tenho vontade de sair catando pedrinhas na praia pra depois jogar no mar de mãos dadas com alguém. Tem como integrantes quatro rapazes muito talentosos (Pritchard, Denton, Harris e Garred) com um estilo meio drogas, bebida e música na veia e tem apenas três cds lançados (o próximo em setembro!!!): Inside in/Inside out, Konk e Junk of the Heart. Recomendo pra todo mundo qualquer um dos três. Eles tem pegadas parecidas, apesar de Junk of the Heart remeter a algo mais triste e introspectivo, o que o torna mais genial ainda. 

As músicas deles trazem à tona um monte de emoções em mim, mas o que mais tenho vontade de fazer é dançar e cantar bem alto. Meu sonho é vê-los tocando ao vivo pra poder dividir a energia com outras pessoas que gostam da banda também. ♥

Montei um mix com minhas onze músicas favoritas. Espero que gostem!


3 comentários:

  1. Ahhhhhh, me identifiquei tanto com o começo desse texto <3
    Eu fazia exatamente a mesma coisa. Nunca fui muito interessada por música, mas ficava assistindo programas do tipo e anotando o nome das bandas e músicas que me chamavam a atenção.

    Eu sempre ouvia The Kooks aleatoriamente, mas esse ano o negócio ficou mais sério e meio que viciei nos meninos. <3

    Adoreis suas escolhas!! E Seaside é muito amor, né?


    palavras alienadas

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  2. Essa é uma fase que defini os nossos gostos musicais... eu me identifiquei totalmente com o inicio do seu texto. http://ladomilla.blogspot.com.br/

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  3. Conheci o The Kooks meio que como você: vendo a letra de She Moves In Her Own Way no Orkut (na descrição de uma comunidade) e indo atrás pra ver de onde aquilo tinha saído. Gosto bastante das cinco músicas que conheço deles, hahahaha, não sei por que nunca me animei pra ir atrás.
    Adorei esse cover de Pumped Up Kicks =)
    beijo!

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