sexta-feira, 6 de junho de 2014

Privatização

Nunca na minha vida pensei que fosse chorar por um celular, mas hoje o universo resolveu me mostrar que chorar por eletrônicos é possível sim.

Meu celular era novo. Minha mãe comprou ele pra mim em fevereiro desse ano porque eu andava bastante irritada com o meu antigo que desligava do nada e travava. A substituição parecia lógica. Conversei com vários amigos da área de computação e depois de muita pesquisa financeira e tal, resolvi que investiria milzin num celular e pedi que minha mãe pagasse no cartão dela para que eu pudesse ir pagando em suaves prestações.

Quem nunca viu gente comprando coisa que a situação financeira dela não abarca?

Daí escolhi o S4 mini e recomendo fortemente que se você puder, tenha um também. É fino, leve, rápido, tem uma câmera ótima de 8 MP e tem selfie também. Era o celular sonho de consumo da minha vida e eu estava saltitando em nuvens de algodão doce com ele até que eu o deixei apoiado na caixa da descarga e meu namorado acidentalmente esbarrou nele e pluft, o celular caiu dentro da privada.

O bom humor, a sensatez e as conversas acabaram aí. Gelei e comecei a tremer enquanto meu namorado já foi pegando o aparelho limpando/secando/abrindo/colocando na frente do ventilador. Não teve outra, saí da casa do boy puta da vida com o universo, comigo e com ele. Peguei o carro e vim tentando ligar o celular (que responde, mas a tela aparece preta) da casa dele até a minha e como não obtive sucesso, minha mãe aconselhou deixá-lo no ar-condicionado até amanhã ou depois de amanhã. Até aí tudo bem. Dois dias não são problema, né?

São sim. Amanhã é aniversário da minha BFF e a gente tá incomunicável porque eu não sei o número da casa dela (tempos modernos) e ela não tem facebook. Já viu, né? E aí lembrei que meus compromissos (médicos, entregas de projetos, provas, trabalhos) estão todos anotados no planner do celular. Tipo, como eu deixei isso acontecer? Eu tô meio surtada aqui só de pensar, sabe? Já fui no quarto do meu irmão umas seis vezes só essa noite pra ver se o bendito ligava e vi que bolhinhas de água se formaram dentro da câmera. Chorei. Chorei feito um bebê e meu irmão riu muito da situação até que ficou com dó e disse “toma, pode pegar o meu emprestado” ♥. Infelizmente não dá pra usar o dele por causa da problemática dos chips, mas se meu celular não voltar à vida (</3), irei atrás dos maiores para usar o celular do maninho.

E por que eu tô escrevendo sobre isso? Gente, não sei. Eu sou louca. Resolvi que tiraria uma noite desestressante sem bip de whatsapp só assistindo seriados novos (que detalharei em outro post ♥), mas fiquei a noite inteira obcecada indo checar se o celular já ligava e cheguei à conclusão que não dá pra ser escrava da tecnologia. Voltarei a ser old school mesmo com o celular em mãos. Essa é mais uma meta para adicionar as do post anterior.

(Ignorem que tô escrevendo isso num computador HAHAHA total escrava, cara)

5 comentários:

  1. Por isso que eu ainda prefiro o meu celular que trava a vida toda e malmente faz ligações. Sério, se um dia eu estiver em perigo e tentar a polícia e esse Samsung dos infernos falhar, processo a marca.
    Eu tenho uma meta de vida, sabe: só compro celular se for BOM e inferior a 500 reais. Mais que isso, acho absurdo.
    Boa sorte aí. Beijos.

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  2. Ai Larie, que bosta :(
    Eu também odeio me perceber escrava de alguma tecnologia, por isso relutei tanto antes de comprar um smartphone. Engraçado que ganhei meu iPhone depois de ficar três meses (!!!) sem celular, porque consegui colocar um aparelho na máquina de lavar e perder outro misteriosamente no intervalo de duas semanas, então resolvi não ter celular até meu aniversário chegar e eu ganhar um decente.

    É meio ridículo, mas nossa vida está nesses aparelhos e super apoio seu choro. O meu caiu no chão esses dias e quebrou a tela. Só rolou uma rachadura no canto, por isso fiquei tranquila, mas também surtaria se acontecesse algo mais grave.
    Boa sorte aí!
    Beijo

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  3. Chorar por eletrônicos: Sou dessas.
    Gracias, nunca aconteceu nada com meus celulares (e isso NÃO é um desafio, universo). Mas eu faria exatamente o mesmo que você, hahaha.
    Até consigo ficar sem ele: acho engraçado quando minha bateria acaba. Porque até ela ficar no 1% eu fico completamente em pânico pensando em como eu deixei isso acontecer, em porquê eu não trouxe o carregador e no que diabos eu farei sem o celular. Aí ele morre e minha preocupação morre junto. Eu me resigno automaticamente e penso: não tem o que fazer. Coloco ele no fundo da bolsa e me sinto leve: perderei coisas no wpp e não estarei com redes sociais apitando e não tenho como resolver isso, olha que delícia! HAHHAA
    Beijos!

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  4. Gracias, nunca aconteceu nada com meus celulares (e isso NÃO é um desafio, universo) [2]
    Ah, Larie, eu já me conformei em ser escrava das tecnologias. Não vivo sem meu computador e entro em pânico se a bateria do celular acaba. Já penso no que vou fazer numa situação de perigo, ou na bronca que posso levar do chefe por não atender uma chamada de emergência.
    Eu choraria também. Celular caindo em privada é muita sacanagem, Deus me livre. Fico na torcida pra ele ressuscitar, viu?
    Beijos!

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  5. Seu texto me deu um aperto no peito. Sério. Eu entendo exatamente o que você passou, por motivos de: eu também passei.

    Eu tinha comprado um celular pela internet num site não muito confiável, mas estava barato, eu estava precisando, então resolvi arriscar. Demorou um mês, mas ele chegou e eu não cabia em mim de tanta felicidade. O celular era bom, tinha custado pouco e estava ali, em minhas mãos. Como felicidade de pobre dura pouco, dois dias depois da chegada dele eu estava na escola e tinha colocado-o dentro do penal porque tinha que fazer uma prova, não tinha levado mochila e os professores mandavam a gente guardar o celular. Alguma alma encapetada resolveu que seria uma boa ideia pegar meu penal para brincar de vôlei e quando eu consegui protestar, o pior já tinha acontecido. O penal tinha voado longe e, junto dele, meu celular. Novinho. A tela quebrou em mil pedaços e o conserto sairia mais caro que ele tinha custado.

    Preciso dizer? Chorei, chorei, chorei. Briguei com o mundo, xinguei a mãe de todos, esperneei e fiquei sem celular por um tempo. Depois disso, já tive outros, mas não superei a perda. Me julguem.

    É difícil se dar conta de que a tecnologia hoje ocupa muito espaço na nossa vida - isso me fez lembrar Her - e pior de tudo: o quanto nós estamos nos tornando dependentes dela. Tenho um smartphone e embora ele nem tenha câmera frontal, eu já me sinto completamente viciada nele. Queria porque queria um Iphone, mas acho que se isso acontecer, adeus mundo cruel! Por hora, melhor ficar assim.

    macabea-contemporanea.blogspot.com

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