sábado, 12 de outubro de 2013

Querido Chris

Desde quinta-feira estou ensaiando escrever sobre você, mas nada flui. Minhas ideias estão desconexas demais e meus pensamentos quase que 100% voltados para sua vida. Eu não consigo superar, Chris. 

Não consigo aceitar que você morreu assim e não pode contar sua história. Não consigo aceitar que eu nem tive a chance de mandar um email pra você e dizer “cara, você é muito incrível”. Mas talvez se essa tragédia não tivesse acontecido, eu não teria conhecido sua história, nem o Eddie Vedder tivesse escrito músicas tão incríveis para contar sua tragetória, nem eu tivesse percebido que a felicidade é real quando compartilhada com quem você ama.

Chris, sua estrela brilha mais do que a de muita gente por quem já passei na vida. Tenho certeza que seu lugar no céu deve ser o lugar mais lindo, mais selvagem e mais calmo que possa existir. Fiquei pensando que Deus resolveu que sua hora chegara porque você descobriu de fato o que é viver plenamente e o que é a felicidade e talvez tenha revelado qual é o segredo da vida, porque eu não me conformo por você ter morrido assim. Tenho vontade de pedir desculpas por algo que eu nem fiz. E tenho vontade de ir lá visitar o lugar que você esteve e ver de perto o que você viveu, mas não tenho coragem de viver sua aventura porque eu sou acomodada demais para deixar esse wild spirt tomar conta de mim.

Ler a história da sua vida, ver o filme maravilhoso que o Sean Penn dirigiu e ouvir as músicas do Eddie são as únicas coisas que consigo pensar. E ver suas fotos. Me dói tanto saber a história de cada uma delas e essa foto em particular porque, Meu Deus, você estava dando um adeus. Olha pra finura do seu rosto, das suas pernas, dos seus dedos. Ai, tô chorando de novo, desculpa.

Depois da sua história, minha posição como leitora e pessoa mudou demais e sei que vai ser impossível te esquecer. Sou sua fã.

Com carinho,
Larissa Ribeiro

2 comentários:

  1. Tive de pesquisar para saber quem foi o Chris, confesso, porque incrivelmente nunca tinha ouvido falar dele. Mas, assim como você, me deixa triste o fato de ele ter ido tão cedo. Até porque, convenhamos, não existem mais pessoas como ele. Pessoas assim nascem uma vez a cada 100 anos.
    Entretanto, acho que o mais importante ele deixou: um legado. É tão difícil acreditar nas pessoas e ver beleza no mundo nos dias de hoje que me agarro a qualquer faísca de humanidade que encontrar. Me agarrei ao Chris.

    Beijo!

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  2. Chorei de soluçar e espirrar lendo isso. Você não faz ideia de quanto eu procurei na vida por pessoas que sentissem pelo Chris e a história dele um pouquinho ou talvez mais do que eu senti e você não faz ideia de como sinto um orgulho danado por essa pessoa ter sido justamente você.

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