sábado, 16 de março de 2013

E eu ainda tenho que ouvir dessas

Semana passada estava na casa da minha amiga quando ela resolveu tocar no assunto do meu ex-namorado. Tipo, exzão, a gente terminou em maio de 2011. Ela disse que o encontrou numa festa e papo vai papo vem, chegaram à conclusão de que eu não era mais a mesma de quando namorava com ele e eu não disse nada pra ela, mas parece que a vontade de por isso pra fora veio à tona essa semana. Aham, meu cérebro funciona quase parando mesmo.

Assim, é impossível que eu continue sendo a mesma tendo envelhecido (oh, que drama!) 3-4 anos. Quando ele me conheceu, eu estava a dois meses de completar 17 anos e estava me perdendo nos festivais de rock da minha cidade, sem me preocupar com nada que não fosse meu círculo de amizade e o rock. Ou seja, eu estava me sentindo infinita naquela época. Uma adolescente vivendo a sua leve vida.

Mas eis que cresci e entrei na faculdade e os primeiros pesos do mundo caíram sobre minhas costas. Eu vivo pra estudar, de fato. E mesmo que eu não esteja estudando, eu quero estar descansando para depois poder me centrar na minha vida acadêmica. Logo, não tenho muito tempo pra me dedicar aos meus círculos sociais que estão quase extintos. Só que as pessoas não entendem isso porque a vida delas não é assim.

Minha amiga já veio me dizer que os amigos de engenharia dela não se matam desse jeito. E eu só fiz rir e não falei mais nada. Dá pra acreditar nisso? Cara, todo mundo que leva uma universidade à sério vai ter que se matar uma hora. Tem gente que entende tudo de primeira e segue a vida assim, mas existem as pessoas, a maioria, que precisam de dedicação mesmo. E eu estou incluída nisso. A CDF da minha sala mesmo disse “eu vivo pra estudar” e ela até consegue ir pra shows, mas não se entrega aos luxos da internet, dos livros, nem nada. Minha amiga precisa ter um contato próximo com esse povo para sentir a realidade da gente. Eu prefiro estudar progressivamente do que estudar tudo na véspera e não dormir, que é o que acontece com as pessoas a quem ela se refere.

E o ex? Dá vontade de mandar à merda, né? Ele cursa faculdade particular, ou seja, períodos organizados e não esse carnaval louco que está a minha federal, mata aulas porque está afim e não tira notas boas. Ou seja, pra quê ele veio falar da minha vida se eu sou completamente o inverso dele? Aff.

Eu só acho que as pessoas deviam parar de comparar a vida que elas levam com a vida das outras, principalmente se forem suas amigas, e que elas entendam que a rotina pode sim influenciar no jeito de agir dos outros.

Só isso.

4 comentários:

  1. Menina, quanta revolta nesse texto hahahaha Mas também acho que seu ex deve ir à merda e que você está certíssima. Sempre dá uma dó no coração em abdicar de qualquer coisa pra ficar se matando de estudar. Dá ainda mais raiva quando aquela pessoa que não estuda nem um terço do que você estuda tira notas melhores - os que pegam o assunto com facilidade sempre têm essa vantagem. Mas é tudo questão de escolha, não é? Hoje o seu ex acha que está numa situação melhor que a sua, mas vamos ver se ele vai continuar achando isso depois que vocês dois estiverem formados.
    E força, Larie, que nada se consegue sem esforço, mas tudo se adquire através dele!
    Beijo.

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  2. Eu acho que cada uma sabe da sua vida e deveria cuidar apenas dela. Ora, só tu sabe o quanto precisa te dedicar na faculdade, e os outros, mesmo que sejam amigos, precisam entender isso e não ficar comentando e comparando. Coisa mais mal educada do mundo.
    E seu ex-namorado? Pff, né? Sobre o que ex-namorado em geral tem autorização para falar da sua vida? :)
    Beijo.

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  3. Tá certíssima! Não pense muito no que as pessoas acham de você, se você age certo ou errado. Você está estudando numa federal e, pelo que li nesse texto, não vai ter um futuro muito diferente de BRILHANTE!
    Se agora é hora de focar nos estudos, foque. Mais tarde todos vão ver que essa 'reclusão' temporária foi bom pra você.
    Boa sorte nos estudos!
    http://www.doceilusao.com/

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  4. Acho que um dos problemas que fazem a amizade ficar numa corda bamba é justamente a incompreensão. Os amigos precisam entender, e urgente, que as coisas nem sempre são tão fáceis, ainda mais para quem está na faculdade. Mas não ligue para o que falam, já que você sabe que faz melhor assim. Se há amizade verdadeira, há compreensão.
    Um beijo!

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