sexta-feira, 22 de março de 2013

Ch-ching, B-bling

Eu bem sei que posts do tipo auto-ajuda não fazem o feitio do povo, mas estou precisando disso agora. Quem acompanha este bendito blog sabe que tive um problema sério de sair comprando livros desenfreadamente no ano passado e que tal fato resultou numa proliferação de livros na minha estante nunca vista na história dessa casa.

Pra começar, eu nem tinha estante e acho que desde que passei a ter uma é que eu comecei a virar uma consumista de livros. Péra, não só pra ter livros. Eu juro que estou lendo eles, mas acontece que aqui o sistema é à manivela, então leio menos – muito menos, diga-se de passagem – do que compro e acabei entrando num ciclo vicioso e doentio de comprar, comprar e comprar. Sabe aquela promessa de “ah, mas eu vou ler, então eu posso comprar outro”? Praticamente virou o lema da minha vida. Dá pra acreditar?

Recentemente ganhei 12 livros da minha tia, meu pai me deu mais 6 (que uns 3 provavelmente não lerei porque são filosóficos demais para uma cabeça que só pensa em descansar quando está lendo) e ganhei 4 no meu aniversário do ano passado e, gente, isso não foi o suficiente para me fazer parar de comprar. Ou seja, estou ferradinha da silva. É muito livro – e só de pensar que a estante está tão cheia de coisa que eu não li, meu estômago já revira porque, afinal, isso é um atestado de que eu sou uma louca consumista de livros. Eu não quero mais me sentir assim SOS.

Prometi, recentemente, a mim que só compraria outro livro quando terminasse de ler tudo o que estava na espera, mas minhas metas realmente têm uma tendência a não funcionar que só jesus, viu. Passei na frente Saraiva como quem não queria nada e o que me aparece na vitrine da loja? Os livros do John Green e “As virgens suicidas”. Gente, para tudo, não parece o cão atentando? O que eu fiz nessa hora? Dei uma olhadinha nos preços e acabei saindo com o “Quem é você, Alasca?” dentro da bolsa (xerox da becky bloom, dá licença). E, como se não bastasse, eis que estou aqui chorando os dinheiros gastos porque acabei de comprar “O Teorema Katherine” no site da loja.

O buraco que senti depois de fazer essa última compra não consta na lista de embrulhos no estômago que tive durante essa última semana. Sério. Meu irmãozinho, que me viu cometendo o crime financeiro e depois me viu deitada em posição fetal na cama, olhando para a parede e abraçada com meu unicórnio de pelúcia, tratou logo de comentar “você é doida, Larissa? Porque você compra livros se você vai ficar assim depois?”. Isso, meus caros, vindo de uma criança de 10 anos.

Percebendo a gravidade do problema, tratei de logo escrever sobre o mesmo. Porque eu preciso me curar, vai que é doença. Já escrevi antes, mas martelar é preciso. Sempre, aliás, quando se trata nessa cabecinha ruim de absorver conselho de quem vos escreve.

Resolvi, então, tomar algumas medidas pra ver se eu paro de vez com essa loucura. Segue a lista:

• Não passar na frente da Saraiva, nem da Escariz (geralmente passo na Escariz quando quero me enganar).
• Abrir uma poupança no banco e depositar 3/4 da minha bolsa de iniciação científica lá (ou seja, utilizar somente o necessário).
• Criar metas do que fazer com esse dinheiro aplicado na poupança, senão não fará sentido pra mim.
• Marcar como spam os e-mails do Submarino, da Saraiva e do Book Depository.
• Colocar TODOS os meus gastos na ponta do lápis - vai que bate a tristeza de ver o dinheiro indo embora.
• Sair para outros lugares que não o shopping. (!!) Praia, parque, orla, barzinho com os amigos, casa dos amigos, teatro.
• Não ler/assistir resenhas de livros em blogs ou no youtube.
• E por último, mas não menos importante: encarar minha estante todos o dias. Que significa nada mais, nada menos que encarar a realidade.

5 comentários:

  1. Tudo que é exagero é doença hoje em dia. ano passado eu estava com a feia mania de comprar chocolate TODO dia, não estou exagerando, no dia que eu não comia me sentia tao mal.
    Agora já estou parando *exceto na pascoa, prq né*

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  2. Estou com um problema um tanto próximo do seu. Ainda não tenho estante em casa, mas me desespero toda vez que chegam livros de editoras parceiras aqui em casa. Chega tudo de uma vez só e eu preciso ler um atrás do outro e fazer resenhas loucamente também. Para que você tenha ideia, esse mês de março li oito livros. OITO. Eu nunca li tanto num único mês. E tenho constante dor de cabeça por isso.
    Quanto a comprar livros, também sofro com isso. Às vezes, acho que trabalho de graça na livraria. Meu salário quase que inteiro é destinado para o consumo literário. E esses que ando comprando são os que leio menos.
    Enfim, veremos como resolveremos a questão. Abraços.

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  3. Blog booom!
    Estou aqui procurando tempo para ler suas postagens antigas do blog. Me identifiquei muito com você. Não apenas por essa questão de compulsividade por livros, embora eu ache que não esteja neste estágio como você. Se preocupa não, pense ao menos que é um dinheiro sendo gasto para você e para o que você gosta. Manneira um pouquinho, mas se acontecer relaxa! Rs

    p.s:seu irmão me lembrou minha irmazinha de 11 anos. Ás vezes ela parece mais velha que eu! XD

    Bjus! E quero mais posts!

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  4. Minha estante está repleta de livros ainda não lidos. E eu nem compro tantos, mas ganho muitos. E eu fico tão agoniada para lê-los que acabo não lendo quase nenhum - anxiety rules, hahaha.
    Bad, too bad.

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  5. PLAFT! Foi o tapa que você deu na minha cara com esse post, Larie.
    Tenho o mesmíssimo problema. Da última vez que parei pra contar, tinha mais de 70 livros não lidos em casa. E agora estou me coçando pra não correr na Cultura e comprar O Lado Bom da Vida. Vi um vídeo de um youtuber gringa falando sobre como ela queria se curar desse vídeo porque o objetivo dela é que os livros na estante digam algo sobre quem ela é, não sobre quem ela possa ser. Algo do tipo.
    Posso pegar suas regras e roubar pra mim??

    VOCÊ TÁ LENDO COMO FICAR SOZINHO! Esse foi o primeiro livro do ano pra mim e eu fiquei obcecada por ele porque é tãããããõ genial! O que tá achando?

    Beijo!

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