domingo, 27 de janeiro de 2013

Onde estou?

Ultimamente não tenho tido tempo de escrever nada no blog e estou quase certa de que ele terá uma morte lenta. Acontece que  agora estou tocando para frente uma das metas, talvez a mais óbvia de todas, que estabeleci no fim do ano que consiste em “viver minha vida fora da internet”. Sei que não preciso me justificar, mas eu quero: cansei de focar nas coisas erradas. É um saco – e faz mal - essa história de ficar mentalmente perdida nos outros. Quero voltar pra mim. Só isso.

O seguinte trecho de um texto do Ivan Martins é que me acordou para a vida:
“A escritora americana Jennifer Egan disse outro dia à Folha que o único jeito de fazer alguma coisa que preste era resistindo à tentação de ficar online o tempo todo. Ela falava de arte, mas eu acho que vale para a vida. Sobretudo a nossa vida afetiva e emocional. Ela exige recato e recolhimento. As sensações da audiência são falsas e vazias. Elvis Presley morreu sozinho, a seu tempo o homem mais famoso do mundo. Marylin Monroe teve o mesmo fim. A morte de Michael Jackson todo mundo lembra, por ser tão recente. Que exemplos mais a gente precisa para entender que fama, ibope e audiência não garantem ninguém emocionalmente? Com a microfama da internet não é diferente. Ela apenas exaspera o vazio e a solidão que moram dentro de cada um de nós, e que deveriam ser enfrentados de frente, como se faz desde que entramos nas cavernas.”


3 comentários:

  1. Infelizmente pra mim, que me alegro ao ver que você postou :( Mas você está certa, é uma pena.

    ResponderExcluir
  2. Te sugiro que encontre um equilíbrio, porque nenhum dos dois excessos é bom, sabe? Nem ficar só na vida do lado de fora e esquecer seus textos e nem viver nesse mundo de ficção. Ao menos pra mim, quanto mais eu vivo além do blog mais eu tenho vontade de compartilhar coisas nele. Só o que eu acho :)
    Beijos.

    ResponderExcluir
  3. Escrever é inevitável, e o computador facilita tudo - mas ultimamente tenho pegado umas folhas e uma caneta: as palavras vem tão naturalmente quanto respirar ou piscar os olhos. É melhor dar um tempo da internet, mas não de esvaziar a mente.
    Então enfrentemos de frente o vazio e a solidão.

    ResponderExcluir

Meu estágio, minha vida

Há cerca de dois ou três anos eu costumava escrever bastante sobre os sufocos que passava na universidade. Falava muito sobre minhas dúvid...