quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Cadê a leveza?

Assim como a Ana Luísa, comecei o ano pedindo leveza. Meu 2012 foi uma coisa meio louca, conturbada e psicologicamente muito pesada. Acabei cansando muito fácil das coisas ao meu redor e me excluí um pouco da minha vida social. Por isso resolvi que era a hora de adotar uma postura leve em relação ao mundo. E estava indo tudo muito bem, até que resolvi ler um livro.

Esse livro é um clássico da literatura inglesa e acho que muita gente está familiariada com ele. É um livro que conta a história de um amor desesperado, mas, acima de tudo, com uma sede de vingança assustadora. Mas assim vocês nunca vão acertar, né, deve ter um milhão de sinopses desse tipo. Pois bem, o livro que escolhi para abrir meu ano foi O Morro dos Ventos Uivantes, da Emily Brontë e já vou adiantando que foi uma escolha bem errada para quem estava pedindo por um ano mais leve.

(Já aviso que esse “projeto de resenha” pode ter spoiler, uma vez que não sei resenhar nada).

Não vou mentir pra vocês que me interessei por esse livro quando vi a referência no livro Crepúsculo. E agora, analisando, vejo que a Stephanie Mayer não se aproximou 1/3 da história do livro. Mas não é disso que quero falar. O livro, em si, é maravilhosamente bem escrito e tem uma história pra lá de geniosa, daquelas que a gente pára pra pensar “Por que eu nunca pensei em algo assim?” ou mesmo “Como essa mulher conseguiu pensar nisso? Que gênia”, contudo me chocou bastante.

Sabe quando a gente está lendo um livro que começa a procurar desesperadamente uma personagem pra gostar? Bem, Wuthering Heights provocou isso em mim. Nas primeiras 150 páginas eu já não aguentava mais tanta manipulação e maldade, de jeito que eu ficava na esperança de que logo as coisas se ajeitassem. Mas acontecia que não, as coisas nunca se ajeitavam. Aliás, só pioravam. Quando algo minimamente bom acontecia, logo era destruído. E, por causa disso, já não sabia mais por quem torcia. Acabei, por fim, odiando todo mundo. Mas mais ainda o casal núcleo porque, gente, o que era aquilo?

Aquela Catherine usando o marido doce do jeito que era para ajudar o amor da vida dela e, no fim de tudo, deixando o coração de todo mundo mais amargo que café sem açúcar. E aquele Heathcliff que no começo me gerou uma compaixão, mas no fim eu já não aguentava mais tanto ódio e tanta vingança. Que ódio daqueles dois! Eu ficava doente com a personalidade deles, sendo que o segundo me fez chorar de raiva numa determinada cena, chegando a me fazer pensar em parar de ler o livro pelo simples motivo de estar muito pesado pra mim. Mas acabei continuando.

O desenrolar da história todinha é isso: manipulação, vingança, raiva, ódio e muito pouco amor bonitinho. Pra falar a verdade, foi a primeira vez que achei o amor uma coisa feia. Por causa dele, Heathcliff passa o livro todo agindo feito um corno elouquecido, com sangue nos olhos e semeando tristeza por onde passa. E, além disso, sendo mal com quem não tinha nada a ver com os problemas dele. E nisso, meus caros, o livro me perdeu um pouco.

Reconheço que ele é extremamente bem escrito, examinador do caráter humano e mais um monte de coisa, mas só pela maldade excessiva ele não me fisgou completamente. Podem dizer que livros assim não podem ser julgados pela maldade, mas eu julgo. Gosto é que nem…vocês sabem, então fica por isso. Se quiserem ler, já estão avisados do que vem por aí.

3 comentários:

  1. Olha eu ali em cima! ahaha
    Larie, eu to pra ler esse livro também desde que li Crepúsculo, mas sempre passo outras coisas na frente e acabo nunca lembrando! Vou ver se esse ano dou um jeito nisso, haha.
    Beijos!

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  2. eu nem vontade de ler isso tenho. já me basta shakespeare, que foi obrigada a ler (poço de depressão, fala sério) kkkkkkkk. Mas se te fez chorar de raiva, significa que foi um bom livro.

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  3. Gente, sério que tu achaste ele mau? hahahaha! Pelamor, o livro é amor, Heathcliff é um anti-herói perfeito, Cathy é super humana e Linton é simplesmente muito panaca. Quer dizer, o que gosto nesse livro é o fato de as personagens serem reais, concebíveis no nosso mundo. Todos temos bem/mal em nós. Mas, de fato, é questão de gosto.
    Beijo!

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