segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Frustrações universitárias

Ano passado, mais precisamente no segundo período da faculdade, perdi a matéria de Física A com um professor que é amigo dos meus pais. E , embora tivesse uma explicação perfeitamente aceitável por ter perdido a matéria – na época estava sofrendo o pão que o diabo amassou com o professor de cálculo II -, passei um dia inteiro chorando por causa de Física e com um sentimento de culpa do tamanho do mundo. A experiência de tomar bomba tão cedo foi traumática pra mim e encontrar esse professor na minha casa e na faculdade com certeza não ajudou muito. 

Sendo assim, sem poder ver o tal professor sem ficar completamente envergonhada, resolvi pegar a matéria novamente no 3º período com outro professor, um desconhecido. E, pra ser sincera, eu ia tomando bomba de novo. A metodologia dele era boa, mas a prova...fu. Cheguei num ponto de precisar de 7,5 pra passar e já estava quase desistindo quando veio o namorado e disse “você consegue”. 

Uma pequena pausa: sabe, o namorado é totalmente excelente pra mim em todas as áreas, mas na questão de incentivo para eu não desistir das coisas, ele é o melhor.

Enfim, voltando. Acreditando piamente nisso, resolvi estudar loucamente para essa tal prova e, por Deus, consegui passar. Tirei um 10 e quase choro de tanta felicidade quando vi a nota publicada. Sabe aquela sensação de que seu esforço realmente valeu à pena? Foi isso que senti. Porém, não foi o suficiente para me “libertar” do sentimento de culpa. 

O problema é que agora o sentimento de culpa agora mora num lugar (matéria) chamado Álgebra Linear.

Todo estudante de exatas irá concordar comigo quando eu disser que Álgebra é uma matéria difícil e, além disso, muito doida e que se o professor quiser tender a dificuldade ao infinito, ele poderá fazer isso facilmente. Mas, para minha sorte e dos meus colegas, nosso professor é tranquilo e gente boa, apenas um pouco perfeccionista. Estudei um bocado para a primeira prova e consegui tirar um 10 que garantiu minha aprovação na matéria. Só que depois que o professor disse “você está aprovada” simplesmente negligenciei estudar os assuntos novos como se não houvesse amanhã. E como tudo o que se planta, se colhe, depois veio o resultado: tirei 5 num teste que era o beabá do assunto.

Isso ficou ecoando na minha mente a partir do momento que saí da prova. Nunca me senti tão irresponsável e acomodada na vida como me senti naquele dia e só me restou dizer ao professor que eu queria fazer a prova repositiva. Expliquei a ele o que estava acontecendo durante aqueles dias (prova de física e cálculo III, oi) e ele entendeu, mas ainda sim ficou chateado porque, vejam bem, ele esperava mais de mim. Após ele dizer isso, meu coração se partiu em mil pedaços e ganhei forças para encarar a próxima prova que, no caso, será amanhã depois da prova de cálculo III. 

Só espero que esse texto sirva de exemplo pra mim mesma, para que eu deixe de me acomodar com pouco e para que eu não tenha vontade de desistir nunca.

minha vida

2 comentários:

  1. Me identifiquei com a acomodação. Esse semestre estou deveras acomodada, não tenho vontade de ir para as aulas, e estudo de última hora!
    Depois fico me corroendo de culpa, claro.

    Meta para 2013: ser mais dedicada.

    Boa prova! :)
    Beijo.

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  2. Força Larie, acredite em você :)
    Beijos.
    www.doceilusao.com/

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Meu estágio, minha vida

Há cerca de dois ou três anos eu costumava escrever bastante sobre os sufocos que passava na universidade. Falava muito sobre minhas dúvida...