domingo, 9 de setembro de 2012

Pior paciente

Às vezes fico espantada com o tamanho da minha hipocrisia, sério. 

Algumas amigas costumam me procurar parar contar seus 'causos' amorosos. Elas nunca choraram no meu colo, mas me procuram, geralmente, para compartilhar seus medos. E eu, pessoa bem resolvida que sou só que não, me atrevo a deixar minhas opiniões para elas. Sempre chego numa conclusão sensata e madura e nunca - nunca mesmo -, elas vieram reclamar comigo por conselho mal dado. O que chega a ser engraçado, pois quando o problema se refere a quem vos escreve, tudo sai completamente diferente. Aquela guru amorosa e madura vira uma pré-adolescente-apaixonada-pela-primeira-vez. E o negócio fica sério.

Eu não sei lidar com meus problemas. Eles parecem ser monstruosos quando aparecem na minha frente e, como disse no post anterior, eu acabo sendo fraca. Ainda, acreditem, tenho costume de correr para a barra da saia da minha mãe - ou de uma amiga - quando as coisas apertam. Com isso já fica óbvio que meu amadurecimento psicológico vai para o escambal, né? Nem precisam me dizer que "o problema dos outros é mais fácil de se resolver", porque isso é óbvio, não estamos com os nervos à flor da pele nessas horas. Mas eu queria entender, fazer um esforço único para entender, essas pessoas independentes que conseguem resolver todos os seus problemas sozinhas. Pois juro que não entendo.

Minha mãe sempre conta estórias de atitudes maduras dela a respeito dos relacionamentos amorosos e, ao que me parece, ela sempre foi sensata na vida. E, gente, como procede? É claro que ela já deve ter levado tombos feios, mas quantos tombos serão necessários para que eu aja mais com a cabeça do que com o coração? Será que é defeito de fábrica? A única coisa que entendo é que sou péssima psicóloga de mim mesma e que minhas amigas são loucas de pedirem conselhos a mim. Logo eu, essa pessoa desvairada e quase totalmente dependente dos outros.

Quando vejo algumas amigas me dando determinado conselho para um problema meu, acho genial. Aquela coisa meio 'por que não pensei nisso antes?' e me pergunto, será que elas pensam assim quando estão in trouble também? É algo que queria saber. Vocês aí que são bem resolvidos, ensinem-me como lidar, por favor!

2 comentários:

  1. É aquela velha história: se conselho fosse bom, a gente não dava, vendia.
    Também não possuo uma vasta experiência no campo amoroso, por isso nunca fui a pessoa mais certa para dar conselho nesse quesito. Agora me considero "bem resolvida" amorosamente falando, mas, ainda assim, no amor a aprendizagem é constante, mesmo que se tenha 30 anos ou mais de casamento.
    E acho que a base para qualquer relacionamento dar minimamente certo é a tolerância.
    Abraços.

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  2. Além de ser ponderada e engraçada, seu jeito de escrever é cativante.

    Como leitor, foi uma experiência interessante acompanhar suas letras e opiniões ao redor desse assunto tão mistificado.

    Vou seguir.

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