quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Então eu li "A letra escarlate"

Existem alguns apontamentos interessantes para fazer sobre esse livro, mas antes vamos ao enredo.

Primeira coisa que eu devo dizer é que o livro é bastante descritivo, com um narrador onisciente e que a leitura não é fácil, pois tem um vocabulário bastante enriquecido. Se você não gosta de nenhuma dessas qualidades num livro, sugiro, mesmo, que não encare. Nunca na vida tinha lido um livro assim e confesso que senti dificuldade. Acho que fiquei presa nele por duas semanas, sendo que o livro tem pouco mais de duzentas páginas.


A história se passa em Boston do século XII numa comunidade puritana e Hester Prynne, a personagem principal, acaba tendo uma relação adúltera e engravidando, sendo condenada, no final das contas, a utilizar, pregada na região do busto em suas roupas, uma letra A escarlate. O enredo é todo envolta da vida dessa mulher que sofreu isolamento e foi motivo de fofoca durante um tempo vasto de sua vida em que ela, bravamente, aprendeu a superar. É interessante que quando a gente se inclina a ficar com pena de Hester, ela mostra que não precisa disso. É forte, autônoma e justa. Guardou a culpa queimando no peito e em silêncio. E é isso que a faz ser uma heroína pra mim. Uma personagem que é o maior exemplo de superação dos livros que já li.

O livro é um dos clássicos americanos, sendo que o autor, Nathaniel Hawthorne, escreveu com a intenção de ser mesmo um best seller. Na época não fez tanto sucesso, mas após sua morte, o livro foi adotado como um dos "essenciais" na literatura americana e vinga até hoje. É uma história de paixão, amor, vingança, fé e de força que paira sobre as cabeças americanas e, realmente, é um livro que deve ser lido. Principalmente se você está deixando de acreditar em si mesmo e está sofrendo com julgamento alheio. O engraçado é que fui saber do livro através do filme "A mentira" do Will Gluck que cria toda uma atmosfera do livro adaptada nos dias de hoje. Confesso que a primeira vez que assisti a esse filme, sem conhecer a história do livro, não achei-o tão interessante, mas após ter lido, você assiste ao filme com outros olhos. Aconselho - e muito.




Olha, gente, retiro o que disse no começo do post sobre não tentar ler o livro se vocês não gostam muito de descrição porque vale à pena. A essência do livro é fantástica, sem contar o aprendizado de vocabulário. Então procurem já! E se forem assistir ao filme (The Skarlett Letter), assistam o de 1926 e não o de 1995.

2 comentários:

  1. Nunca li, mas gosto de livros com um "vocabulário enriquecido" como vocês mesma disse. Li alguns. Tenho um pouco de dificuldade também, mas ainda assim gosto muito.
    O livro eu ouvi falar só no filme "Easy A" mesmo, nunca conheci ninguém que já tenha lido, também nunca fui atrás de uma resenha ou coisa do tipo pra ler. Não sei te dizer se gostei da descrição, acho que é o tipo de livro que me dá repulsa, sei lá, nem sei se essa e a palavra certa pra descrever, mas é mais ou menos isso. Não sei esplicar HAHA
    Beijos

    http://tipomari.blogspot.com

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  2. só pra corrigir meu errinho ortográfico: explicar* HAHAHA BJS

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