segunda-feira, 2 de julho de 2012

Hard times have helped me see

moi, um dia depois de ter voltado do hospital
Houve um tempo, não muito distante, em que eu estava me sentindo só mesmo estando rodeada de pessoas que gosto. Foi um sentimento estranho que nasceu meio que do nada, poucas pessoas conseguiam arrancar um sorriso sincero da minha pessoa, o que é chato dizer porque não gosto de ser injusta com pessoas que só querem meu bem. 

O mês de junho foi um divisor de águas na minha vida, pelo simples caso do acidente que sofri. Pensei tanto, mas tanto, em morte naquele meio tempo, que estremecia na hora de fechar os olhos para dormir com medo de não acordar. Juro a vocês que nunca tinha pensado no ato de viver com tanto afinco como pensei no mês passado. Chorei ao conversar com minha mãe dizendo que a vida, realmente, está por um triz. É difícil acreditar que num momento eu estava enchendo meu namorado de beijos, mimos e brincadeiras num ônibus e cinco minutos depois estava gritando e tremendo irracionalmente no terminal com o tornozelo fraturado. Quando fui atropelada, demorei para processar o acontecido. Enquanto urgia de dor aos quatro ventos e me mordia de deixar o braço machucado até o dia seguinte, o meu "dia" passou pela minha cabeça e fiquei me perguntando como era possível que uma tragédia, mesmo que pequena, daquela podia acontecer assim, tão de repente e, olha, ainda bem que só fraturei o tornozelo, pois tive meu herói (namorado) lá para me puxar antes que acontecesse uma desgraça. Assusta demais se vocês forem parar para refletir sobre isso. Fiquei dias e dias pensando na vida, no universo e tudo mais e só cheguei a uma conclusão: a vida é misteriosa demais pra gente ficar tentando compreender, tudo faz parte do acaso.


Quase passado um mês deste acontecido, com minha batata da perna virando purê e um pé de elefante, estou maravilhosamente bem. A greve universitária meio que se tornou uma boa amiga, no final das contas, pois apenas duas matérias deram continuidade e dia 09 elas acabam, gracias. E, apesar de eu não poder mais viajar para visitar minha vóinha, de ter engordado bastante, de só ter saído três vezes de casa durante quase um mês e de não ter conseguido concluir o download da segunda temporada de Grey's Anatomy ♥, estou com uma saúde mental divina e sinto-me muy bien, muchachos! Acho que às vezes a gente precisa de uns choques de realidade para dar valor a certas coisas, né?

3 comentários:

  1. Primeiramente, o blog está LINDO *-------*

    Eu sei como é, sábado passado com certeza eu estive lado a lado da morte.

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  2. Ah meu Deus, um ônibus te atropelou ou algo assim? Que horror, Larie, glória aos céus que tu tá bem. Mas a vida é assim mesmo, de uma hora pra outra pode acontecer qualquer coisa e mesmo estando cientes disso, a gente vai perdendo tempo com pouca coisa, porque simplesmente pensamos que estaremos aqui por um bom tempo e que nada de ruim pode nos acontecer, enfim. Acho que todo mundo, ou pelo menos a grande maioria das pessoas que passam por situações parecidas, começam a olhar diferente pras coisas, por consequência mesmo, a gente sabe, mas esquece quão efêmeras as coisas podem ser. Espero que esteja tudo bem contigo e eu preciso taaaanto assistir Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças, e Grey's anatomy também ♥. Beijo, Larie. :3

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  3. Nunca assisti Grey's anatomy, todo mundo fala tão bem da série e nunca tive vontade para ver, vai entender né...
    foi atropelada por um ônibus? mas foi falta de atenção ou um babaca estava dirigindo? ainda bem que não foi nada de "tão grave", pelo menos foi só seu tornozelo, podia ter sido pior, mas não foi, e logo estará tudo completamente bem.
    Esse momentos mesmo tão ruins trazem de (unicamente) bom esse lance da gente repensar na vida.

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