quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Futuro incerto

Já li alguns textos que falavam sobre o alívio, a alegria, o medo e um monte de outras sensações quando a gente começa a chegar ao final de um curso na faculdade. Lia porque tinha curiosidade e porque a sensação me parecia distante demais para que eu pudesse absorver aquelas palavras com intensidade. Hoje escrevo como uma pessoa que sente tudo isso de forma misturada. Formar-se na graduação é tudo o que dizem. É alegria. É comemoração. É choro. É vibração. É a sensação que você é uma pessoa incrível (e é). É respeito. São muitas coisas incríveis que vem com um título desses, mas não é sobre essas coisas incríveis que venho desabafar. É sobre o medo.

Hoje eu me sinto meio perdida. Meio solta no universo. Remando a favor da corrente pra onde ela me levar. Já analisei algumas oportunidades. Escolhi as que quero focar e quando começo a me dedicar a alguma coisa com 70% de certeza do que estou fazendo, boom, tudo muda. Uma oportunidade aparece. Ou a política do Brasil faz você questionar todo o plano que traçou.

Por aqui tem sido difícil. Tem dias que sou só comemorações. Meu coração vibra para a próxima quarta-feira em que irei colar grau e já uso meu anel de formatura como alguém que quer mostrar ao mundo "ei, eu sou engenheira", mas por outro eu me questiono o tempo todo. Eu olho para o meu currículo e pergunto se estou preparada para o que vem pela frente. Se estou preparada para saber usar meu poder de escolha corretamente. Se estou preparada para fechar algumas portas na incerteza de que vou abrir outras.

Hoje comi um pacote de bis inteiro na tentativa de adoçar um pouco minha mente que nas últimas 24h fez questão de disparar a ansiedade.

É. Formar-se é tudo isso.

1999

domingo, 8 de outubro de 2017

It's always better when we're together

Dia 8 de outubro de 2017. Um ano de namoro.

Tanta coisa aconteceu nesse um ano de namoro que parece que a gente viveu uma vida. A gente brinca dizendo que eu te dei um vácuo dois anos atrás, mas ainda bem que foi assim. Eu te dei a chance quando estava bem, quando me sentia completa, quando estava pronta para dar ao mundo o que ele queria de mim. E parece que o que ele queria era que a gente ficasse junto.

Eu já contei essa história em uma newsletter para outras pessoas. De como foi mágico termos nos reencontrado literalmente um ano depois da gente se ver pela primeira (e única) vez. De como alguma coisa tinha que sair daquele momento em que eu estava saindo do bar e você chegando. De como eu te enxerguei de longe mesmo sendo míope e estando sem óculos. De como um segundo a mais de diferença no relógio teria resultado no nosso desencontro. Mas era para ser e um ano depois continuo acreditando nisso todos os dias.


A cada dia que passa eu tenho mais certeza de que a gente tem alguma coisa que vem de outras vidas. Uma energia que quando combinada com a outra se fortalece. Você se tornou um lar, o melhor lugar do mundo para apoiar minha cabeça e dormir profundamente. Se tornou o meu melhor amigo com toda a sua leveza e dedicação. Obrigada por estar aqui. Quando paro e te observo concentrado no seu trabalho, nas suas leituras, no meu irmão ou chama meus cachorros de filhos eu tenho certeza que seu coração é muito maior do que eu conheço. E, ainda bem, que tem muito mais coisas da sua personalidade para conhecer.

É bonito ver que qualquer coisa já é uma grande coisa ao seu lado. Ver o pôr do sol na praia é uma das minhas atividades favoritas, ao seu lado é ainda melhor. Comer bolo enquanto você me observa rindo torna tudo mais doce. Ao seu lado, eu vejo que é na pequeneza que está o que realmente importa (e ainda bem que sou pequena kkk). Ser sua parceira pra tudo me mostra um novo mundo, um mundo melhor. Você é um super-herói. Obrigada por estar aqui (mais uma vez).

domingo, 1 de outubro de 2017

Colhendo os frutos

Agosto e setembro foram meses que juntos me levaram ao extremo de certos sentimentos como desilusão, ansiedade, amor e felicidade. Não necessariamente nessa ordem porque tudo acabou se misturando do melhor jeito que a gente conhece a vida: sendo essa montanha-russa com direito a borboletas no estômago e desespero em loops infinitos.

Começando por agosto, acho que foi a primeira vez na minha vida que sofri uma desilusão tão grande com o meu mês. Eu amo comemorar aniversários e o meu sempre acaba sendo um grande evento para mim, mas as coisas estavam acontecendo numa velocidade tão grande que acabei esquecendo de planejar e acabou sendo um grande flop. Em agosto tive minha primeira reunião sendo gerente das experiências do consumidor dentro da AIESEC, enlouqueci com meu irmão ficando de recuperação em MUITAS matérias, fui organizadora financeira de uma conferência para 55 pessoas (uma pessoa que não sabia nem separar o dinheiro para um churrasco) e tive um aniversário flopado, mas amoroso com as pessoas que puderam comparecer.

Ainda nesse mês, sofri muitas quebras de valores. Percebi depois que desconectei de mim mesma e a coisa mais estranha foi observar que enquanto me sentia completamente perdida, as pessoas estavam me adorando e batendo palmas. Foi inclusive nesse mês que descobri que às vezes os aplausos das pessoas não significam nada, só que você agiu de acordo com o que elas queriam. Nesse mês, eu vivi um esgotamento emocional muito forte e, ao contrário do que achava antes, que desenvolvimento tinha que doer, agora eu entendo que não precisa. Que isso é só um bordão para fazer as pessoas trabalharem mais do que elas aguentam em busca de uma ativação de algo incrível dentro de você. Fresh news: depois do esgotamento eu só me senti mal mesmo.

Então veio setembro que começou como uma inspiração profunda em busca de calma para o meu coração. No primeiro dia do mês eu pegava um avião rumo a São Luís para o casamento da Deyse da Máfia. Seria a primeira vez que eu me encontraria com as meninas que conheci na internet há 5 anos. E foi nada menos que INCRÍVEL desde o momento que pisei lá até a hora de ir embora. Em breve escrevei algo muito mais detalhado, mas já adianto que o encontro com as meninas me trouxe a reconexão comigo mesma que eu precisava ter e que foi perdida lá em agosto. Quando cheguei em Aracaju, meu namorado já tinha voltado da Índia e estava me esperando no aeroporto. Toda a felicidade que senti nos últimos quatro dias com a Máfia só foi intensificada quando encontrei ele me esperando no desembarque. Estávamos passando por momentos muito ruins em agosto e ter a certeza que aquele homem maravilhoso estava ali em carne e osso com o coração mais aberto que tudo para nos reconectarmos foi a cereja do bolo do meu mês. Também escreverei mais sobre isso em breve.


Depois disso a realidade voltou com tudo pra cima de mim e tive que lidar com mudanças relacionadas a vida escolar do meu irmão e em paralelo a perspectiva de que em duas semanas eu precisava entregar meu TCC. Foram dias loucos de bastante estresse e ansiedade com uma pitada de loucura (uma hora eu achava que estava tudo ótimo, 5 minutos depois estava arrancando os cabelos achando que seria reprovada), mas tudo ocorreu bem. Semana passada apresentei o TCC e fui aprovada. Agora estou tirando um tempo para processar o que foi tudo isso. Tem horas que choro pensando em tudo que vivi, mas na maior parte do tempo acho incrível o fato que agora sou ENGENHEIRA E NÃO SEI O QUE FAZER COM ISSO. AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA. Montanha-russa da vida: estamos vivendo.

Não sei como finalizar esse post, mas vou dizer pra vocês que deixei vários ganchos para próximas postagens. Esses dois meses realmente significaram muita coisa pra mim e sinto que só falar dos tópicos não foi suficiente. É isso. Como foram esses últimos meses de vocês?

quinta-feira, 25 de maio de 2017

Meu estágio, minha vida

Há cerca de dois ou três anos eu costumava escrever bastante sobre os sufocos que passava na universidade. Falava muito sobre minhas dúvidas, meus medos, minha inadequação ao ambiente de estudos e à engenharia. Eram posts carregados de drama e chorume, bastante condizentes com a Larissa neurótica e desesperada daquele tempo. Entretanto, esses anos de desespero passaram. Adquiri maturidade o suficiente para aprender a estudar, a prestar atenção no que valia à pena e deixar pra lá o que não valia, aprender o ~outro lado da moeda da engenharia~ no meu intercâmbio na Alemanha e, principalmente, aprender que eu não era burra. Esta talvez tenha sido minha grande descoberta nesses últimos dois anos acadêmicos. Fui dessas mulheres (que são muitas!) que estão na área e acham que não estão aptas. Que existem homens que podem fazer mais que eu e melhor que eu. 

Tem alguns dias que ainda me pergunto se estou na área certa, mas é uma dúvida muito fraca. Já apanhei e aprendi muito. Já entendi e fortaleci o que tive facilidade. E assim vem seguindo o baile. Atualmente estou no meu último semestre da universidade e, por conta disso, venho passando por uma das minhas maiores "provações" acadêmicas: o famigerado estágio. Em tempos de crise, nós não estamos tendo muito luxo de escolher a empresa que queremos estagiar, então nossa professora orientou que no primeiro estágio que aparecesse e que algum de nós fosse chamado, que a gente aceitasse. E foi assim que fui parar em uma retífica de motores. Ou de um jeito mais popular: uma oficina especializada em motores. 

Amanhã completo a minha primeira semana na retífica e queria deixar aqui algumas impressões. Primeiro de tudo aconteceu o que eu achava que ia acontecer: me dei conta que na prática eu não sei de nada mesmo. Meus colegas que estagiaram antes de mim disseram que o sentimento foi o mesmo. A gente vê tanta teoria sobre tanto material diferente (plásticos, cerâmicas, metais e compósitos) que no final das contas a sensação é que a gente só sabe o básico do básico. E é a verdade, né? Criamos essa ideia que quando saíssemos da faculdade seríamos merecedores de bons empregos porque carregamos uma carga grande de conhecimento. RI. SOS. Gente, a gente não sabe de nada. A vida real é muito além do que aquelas provas e aulas enfadonhas. Experiência que é importante a gente não tem. SOS. Eu poderia entrar aqui no mérito de como a universidade só nos prepara pra ciência, mas vou deixar isso pra outro post.

A segunda impressão é que, bem, não é uma impressão. Eu sou a única mulher no recinto. Trabalho com basicamente oito mecânicos e confesso que me senti intimidada. Muito intimidada. Tem um colega meu de curso que também está estagiando lá, mas nos últimos dois dias ele adoeceu e não pode ir, então fiquei um pouco nervosa de ter lidar cuzomi sozinha. Só que para minha surpresa eles foram bastante receptivos. Riram MUITO da minha falta de jeito operando certas máquinas, do fato de eu ter 0 força (hehe), de eu não saber nem pegar em uma furadeira (eles já fizeram questão de corrigir isso) e de eu estar sempre espreitando para aprender o serviço. Eles não tem medo de me colocar para fazer as coisas, sabe? E acho isso muito legal, apesar de só faltar fazer xixi de tanto medo de fazer coisa errada. Vida que segue. Aprendi tanto nessa primeira semana que fiquei chocada. Apesar de ter que viajar todo dia para o interior e passar 2h em transporte (somando ida e volta), não me arrependo. Sofro pra acordar cedo, mas acho muito gratificante no final do dia o tanto de coisa que aprendi só de estar presente naquele local.


A terceira impressão é que o estereótipo que eu tinha de um mecânico foi completamente destruída. Os mecânicos da retífica CHEIRAM BEM. KKKKK Eu sei que é uma coisa aleatória de se falar, mas na minha cabeça mecânico era sujo, fedorento e do mal. Eles são sujos, mas não fedem e não são do mal. São brincalhões. Talvez pelo fato de eu ser mulher eles, inclusive, se sintam confortáveis para falar da família deles. Dois já fizeram isso e adorei. Muito mais do que máquinas, esse trabalho requer lidar com pessoas porque é delas que irei extrair conhecimento. Tenho uma professora que desde o terceiro período fala pra gente "colem no peão porque o peão é quem sabe o que acontece ali" e é uma realidade. Hoje meu coração quase morre enquanto conversava com Sr. Zé Antônio e ele me dizia que trabalhava há 25 anos na empresa e que tinha decidido mudar para aquela cidade essa semana porque a filha ia começar a universidade e ele tinha conseguido um "Minha casa, minha vida". Fiquei pensando nos meus privilégios, na minha falta de conhecimento, na perspectiva do meu salário comparado ao daquele homem que sabe TANTO. Não é justo. 

E a quarta e última impressão é que eu nunca me senti tão capaz de aprender. Dois mecânicos estavam me acompanhando enquanto eu fazia umas correções nas bielas de um Mercedes e um deles falou "você é bem curiosa, né? E aprende muito rápido". Foi o suficiente para me dar aquele boost confidence que tanto faltava. Eu posso me sentir muito inútil ali, mas aquelas pessoas estão dispostas a me ensinar e isso é um ganho absurdo. Sou curiosa e, de fato, aprendo com facilidade porque eu sempre estou querendo dar o meu melhor. Posso me atrapalhar algumas vezes, mas isso de aprender a acreditar em mim foi uma das lições que tirei da universidade, então é algo que estou tendo que relembrar todos os dias. 


São 180h que preciso cumprir. Vou carregar uns três meses de serviço pela frente. Espero que a experiência seja enriquecedora em muitos sentidos e que aquelas pessoas, no final do meu estágio, saibam o quão importantes foram para a minha formação. 


quarta-feira, 17 de maio de 2017

Impressões sobre "Um dia"

Depois de muita resistência da minha parte, consegui terminar de ler o livro "Um dia" do David Nicholls. Antes de tudo, gostaria de deixar claro que não pretendo fazer uma resenha, muito menos uma crítica literária sobre o livro, por isso não se apavorem. Sei que a internet já esgotou tudo sobre o livro/filme lá em 2011 (!!!!), mas a título de consulta pessoal, preciso escrever um pouco sobre ele aqui. Vocês não sabem, mas remexo os arquivos do meu blog de tempos em tempos e, ao contrário de muita gente que fica com vergonha do que escreveu lá em 2013, eu fico feliz de saber que coisas li, assisti, vivi, amei e detestei. Blogs raiz, no final das contas, são sobre isso. 

Comecei essa leitura lá na metade de janeiro de 2017. Ou seja, foram oficialmente QUATRO MESES lendo um livrinho de 318 folhas. Eu poderia dizer aqui que foi porque não gostei da escrita do autor, mas seria uma mentira gigantesca. A escrita e, portanto, a leitura são absurdamente fáceis e não faltam diálogos nesse livro para torná-la mais dinâmica. Emma Morley é uma personagem bastante identificável quando se gosta de ler e escrever, portanto, chega até ser engraçado o tanto que dá para se encontrar no meio do livro e da timidez e da cabeça dura de Emma. É uma história sobre amizade, amor e perdas. O enredo é leve, mas não de uma forma besta e ingênua e isso me agradou muito mesmo conforme as páginas foram passando. Tinha tudo pra dar certo e acabar essa leitura em, sei lá, duas semanas. Então, o que deu errado? 

Dexter Mayhew. 

Tão bonito o rosto, mas tão chato

Dexter nos seus vinte e tantos anos é talvez um dos personagens MAIS DETESTÁVEIS da literatura. Sabe aqueles caras de vinte anos que se acham, vão para todas as festas, pegam todas as meninas e são tão pedantes que dá vontade de dar um tapa na cara da pessoa pra ela sair daquele pedestal e acordar para a vida? Passei em torno de 80-100 páginas com angústia existencial por ser obrigada a ler tanta coisa detestável da psique masculina humana em um livro só. Provavelmente essa era a ideia do autor mesmo, passar esse sentimento de que Dexter era realmente insuportável, assim como a família dele e Emma achavam, mas foi demais. O livro começa a ser maçante durante toda essa parte da vida dele. Pensei em desistir umas quinze vezes só por causa disso. 

Pausa

Infelizmente me dei conta que Dexter Mayhew é leonino da pior espécie (o aniversário dele é em agosto mesmo). E, gente, eu odeio falar mal do meu signo, mas tem muita gente leonina que é insuportável sim*. Não dá nem pra discutir. Entretanto, ele tem umas coisinhas fofinhas pertinentes ao signo como passar um grande parte do livro colocando a Em pra cima e falando para ela confiar mais no potencial dela, sendo atencioso e caloroso com ela. (mas nada justifica a ~fase~ dos 20 anos dele). 

* Acho que só não fui estragada 100% por causa do meu ascendente em peixes, o vênus em câncer e meu marte em libra que me deixam uma pessoa da paz e anti-tretas que se importa com os outros (demais até). Vai saber. 

Despausa


A leitura finalmente ficou boa quando chegou na parte dos trinta e poucos anos de Em e Dex porque além da vida ter dado uma nas fuças de Dexter, faltou energia aqui em casa e, por eu estar de férias, não tinha absolutamente nada pra fazer. Peguei o livro, deitei na rede e li como os velhos tempos. Foi ótimo e terminei o livro em dois dias. RISOS. Minha cabeça ficou desgraçada com o final e até agora me pego olhando para o teto e me perguntando "por que o autor fez isso?!!". Vida que segue. Essa é a vida de leitor. 

eu quando cheguei NAQUELA parte

Para completar o meu desgraçamento, assisti ao filme ontem (tem no Netflix) e desliguei a TV completamente desestabilizada quando acabou. Ele ficou bastante fiel ao livro, o que me deixou bastante feliz. Não sei se encararia uma releitura do livro em algum outro momento da vida. Por ora, só fico feliz pela história e por ela ter me despertado a vontade de escrever de novo, apesar de ter levado tanto tempo para ler.

Vocês já leram esse livro? O que acharam?

domingo, 14 de maio de 2017

Just checking


Quem chegou a me acompanhar na newsletter sabe que no final de 2016 criei uma lista mirabolante de coisas que eu queria conquistar em 2017. Estamos quase no meio do ano (não sei como isso aconteceu, mas ok) e eu queria fazer uma balanço geral dessa lista pra visualizar melhor as coisas que consegui e tentar entender o que ainda falta e como posso chegar lá. Shall we?
  • Ler 11 livros em 2017: até agora só li 3 livros e me sinto muito culpada por não estar conseguindo focar um pouco nessa parte da minha vida que me faz tão bem. Tenho quase certeza que é tudo culpa do livro "Um dia" do David Nicholls. Ele possui alguma maldição (só pode) porque apesar de estar gostando bastante da leitura, tenho a sensação que quanto mais eu leio, mais falta página pra ler e fico bastante desestimulada.
  • Voltar a estudar alemão: por motivos de horários que não se encaixavam, não consegui voltar a estudar e ainda não tive a garra e a força pra fazer uma revisão do que já sei all by myself. Proatividade, cadê você?
  • Tatuagem: ainda não escolhi uma e pra ser bem sincera vou tirar esse item da lista porque a vontade passou. Não tenho nada muito certo na cabeça do que poderia ser gravado na minha pele assim de forma permanente, então vou deixar isso pra lá.
  • Trabalhar na AIESEC: entrei e, PUTA QUE PARIU, que organização, viu? Gente, vão fazer intercâmbio com eles. A causa é sensacional. <3 Estou trabalhando no time de entrega de valor e basicamente cuido da experiência do consumidor. Vários contatinhos no whatsapp e muitos sharings de amor das experiências deles. (À parte da experiência do consumidor, sinto que cresci muito dentro da organização e aprendi muita coisa trabalhando pra ela. Vou levar pra vida)
  • Continuar meu trabalho de IC: estou um pouco empacada, mas essas férias estão aqui para eu dar um jeito na minha vida
  • Apresentar meu TCC: 2017.1 is coming!!!!! Agora não dá mais pra fugir. OU VAI OU RACHA!
  • Passar nas 6 matérias que faltam com notas boas: YES! YES! YES!!! <3 Gente, que período foda e intenso. Acho que foi o período que melhor estudei na faculdade e os frutos foram MARAVILHOSOS. Amei de verdade. Só notão. Além de ter cursado uma matéria completamente fora da minha grade curricular e ter mandado muito bem e gostado muito mesmo (psicologia geral pra quem tá se perguntando).
  • Arranjar um estágio: DONE. Começo semana que vem. Vou estagiar numa retífica de motores de carros e caminhões. BEM GAROTA MESMO! #wecandoit
  • Revisar matérias da universidade: ainda não comecei. Aconteceram alguns empecilhos no meio do caminho tipo ter que estudar 8 matérias com meu irmão, além de auxiliá-lo nas tarefas de casa. Eu não vejo a hora desse menino entrar de férias porque NÃO AGUENTO MAIS.
  • Segurar a barra que será me separar de Marcos: a separação aconteceu meio tardia por causa de problemas relacionados ao visto dele. Tem um mês e quinze dias que ele deixou o Brasil e tem sido difícil, ao mesmo tempo que a distância mostrou que a gente tem algo bastante sólido para algo que aconteceu com tanta intensidade há 7 meses. <3 Muito amor.
  • Colocar aparelho nos dentes de novo: essa parte foi 100% negligenciada e acho que no fundo estou correndo porque sei que preciso arrancar mais dois sisos e sei por experiência própria que o pós-operatório é muito chato e inconveniente. Continuo com dente de tubarão.
  • Cuidar de mim: essa parte tem andado um pouco no limite porque tem dias que tô cuidando bem demais de mim e tem dias que não chego nem perto (muito café, nunca vou pra academia, etc). Ou seja, ainda não descobri o equilíbrio. Existe alguma coisa que me puxa pra dentro de casa e não me deixa sair. Suspeito que seja o uso excessivo de redes sociais. Por mais que eu não esteja postando o tempo todo, eu tô 97% do meu dia conectada na merda do meu celular. Às vezes minha visão fica turva no meio do dia pra vocês terem ideia.
  • Sair mais com meus amigos: estou retomando agora o contato com meus amigos da época da escola e tem sido muito feliz. Eu e mais dois amigos resolvemos querer patinar (!!) e estamos bastante animados com essa eminência de passar pelo menos um dia do final de semana desafiando as leis da física e nos aventurando em manobras arriscadas. Eu sou muito ruim nesse negócio, mas a sensação de leveza depois de uma patinação é difícil de descrever (será a endorfina??????)
  • Escrever bastante sobre a vida, o universo e tudo mais: kkkkkkkkkkkkkkkk nem em diário, nem em newsletter, nem em blog. TÁ COMPLICADO PARAR E SENTAR PRA ESCREVER, mas vou continuar resistindo aqui no blog. Eu bem sei que escrita é prática, então vou tentar desenferrujar um pouco com posts meio assim até retomar o formato de textos que gosto. 
Enfim, é isso. Vocês também já deram uma checada nas metas de 2017 de vocês pra ver como estão andando? Estou particularmente feliz com a minha lista mesmo que esteja com um monte de pendências. Como não tenho limites já incrementei a lista para começar no segundo semestre. De repente virei uma dessas pessoas que gostar de colocar um "x" no quadradinho de tarefas realizadas. Me desejem sorte!

(Feliz dia das mães para as blogueiras mamães e para suas mamis! <3)

quinta-feira, 4 de maio de 2017

I miss you blogosfera


Há muito tempo que tento escrever e não consigo. As pessoas que um dia acompanharam minhas postagens devem até saber do que estou falando, afinal, perdi a mão de escrever para o blog lá em 2014. É como se desde meu intercâmbio pra Alemanha, eu só tenha respirado com ajuda de aparelhos por aqui. Não existe mais aquele interesse orgânico por compartilhar as coisas que vi, li e assisti. A internet está saturada disso (i mean it). Criei a tinyletter com o intuito de me sentir parte de alguma coisa que movimentasse a internet, mas sinceramente nunca me senti envolvida o suficiente com aquele projeto. Lá as meninas compartilham ideias, propõem conversas sobre "n" coisas interessantes, possuem regularidade de postagem, trazem assuntos para debate o tempo inteiro, enquanto eu estava ali compartilhando minha vida e um pouquinho das minhas paixões quando conseguia. A forma que enxergo a newsletter é muito diferente da forma que enxergo um blog, apesar de algumas pessoas manterem o mesmo tipo de escrita e temas.

Tentei estender meu blog para lá, mas só encontrei uma grande fonte de frustração por não conseguir responder e-mails, não saber se as pessoas tinham lido e não me sentir inteligente o suficiente para poder compartilhar coisas legais, além de me achar só mais uma. Vejo minhas amigas escrevendo sete ou oito parágrafos sobre um determinado assunto, enquanto só me sinto capaz de escrever três ou quatro. Há algum problema comigo? Não sei. Olho para os sites como Valkírias e Pólen e me pergunto "por que raios vou escrever sobre isso se os textos já estão todos lá e tão bem escritos por pessoas que se dedicam absurdos?". E daí me dou conta de um dos porquês da blogosfera ter acabado. No fim das contas é uma questão de excesso de voz mesmo. Não há mais espaço para blogar porque muitos de nós, escritores de blog, estamos intimidados com tantas plataformas: medium, newsletter, sites. Todo mundo tem voz, todo mundo quer falar e daí vira essa competição doida de quem fala primeiro sobre isso ou aquilo. Grupos que planejam pautas, textos, dicas, etc, enquanto que na blogosfera era tudo descobrimento, era tudo sobre "senti isso, vou escrever". Não que os sites não tenham isso, mas não sei se consegui me fazer entender. Aqui, pelo menos da minha parte e do que eu lia, não existiam infinitas pautas. Era tudo uma grande crônica de algo engraçado ou triste, ou apenas um pequeno causo. Não era um grande alarde.

Sinto falta disso e, infelizmente, não sei solucionar. Eu poderia dizer "vamos fazer uma corrente, vamos voltar", mas faz tempo que deixei de acreditar na blogosfera. Talvez isso mude, um dia, quem sabe.

Mudei o visual do blog porque quis ver alguma esperança de algo novo desabrochar por aqui. É simples e bastante rosado porque é uma das coisas que refletem em mim desde que comecei a blogar. Certas coisas nunca mudam.